Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

História da Fotografia III

O Processo do Colódio Húmido

Este processo foi criado em 1851 por Scott Arche, e foi o que exigia menor exposição à luz, que variava entre 2 e 20 segundos. Contudo, tinha a grande desvantagem de exigir trabalho laboratorial imediato: imediatamente antes da exposição, era necessário um banho do suporte fotossensível em iodeto de prata, que tinha de ser exposto e revelado ainda húmido e que seca rapidamente.

A Reportagem de Guerra

O primeiro conflito armado a ser coberto foi a Guerra da Crimeia (1854-56), por Roger Fenton. Ele, em 3 meses, produziu 300 negativos de acampamentos, oficiais, ruínas; tudo com o processo do Colódio Húmido, que exigia grande equipamento laboratorial.

Seguiu-se a Guerra da Secessão (1861-65), já com vários repórteres de guerra, como Mathew Brady, que transportava o laboratório numa carroça e chegou a ter 20 equipas de colaboradores; ou então Alexander Gardner, que também cobria batalhas e a devastação que causavam, depois da guerra abrindo um estúdio e publicando o seu trabalho.

Outro grande evento do início da reportagem de guerra foi a Comuna de Paris (1871), cujas fotografias serviram para identificar e condenar revoltosos. Foi neste conflito que se usaram as primeiras montagens fotográficas, que recriavam os eventos como convinha.

O Processo do Gelatinobrometo

O Colódio Húmido, como requeria sensibilização imediata do suporte, não permitia a disposição de um grande acervo de material.

Poiterin e Gaudin contribuíram para a descoberta deste novo processo, respectivamente, com o uso de substracto seco de gelatina e do brometo como matéria sensível. Todavia, é Richard Maddox quem combina as técnicas, propondo o processo do Gelatinobrometo. Publica no British Journal of Photography com resultados das suas experiências com emulsão de brometo de cádmio e solução aquosa de gelatina sobre vidro sensibilizado com nitrato de prata.

Em 1882, este processo substitui por completo o do Colódio Húmido, e produzem chapas secas em série.

A superfície sensível para Negativo

Com a utilização da albumina, começa-se a procurar suportes mais finos que o vidro. Com o processo do Gelatinobrometo, usa-se papel muito fino, até se desenvolver o celulóide.

Em 1876, introduz-se o celulóide, mas só é usado a partir de 1880, substituído depois pelo acetato de celulóide (que confere à película as suas características actuais).

A superfície sensível para Positivo

Surge a necessidade de produção industrial de papel de gelatinobrometo para o positivo, e desenvolvem-se emulsões mais sensíveis. Em 1905, surgem as emulsões pancromáticas, sensíveis a toda a gama de cores em gamas equilibradas de cinzentos. A penumbra nos laboratórios não deixa que se revel apropriadamente a gelatina mais sensível e as emulsões pancromáticas, por isso, passa-se a usar lâmpadas de radiação vermelha, que não reage com as emulsões.

Em 1881 – George Eastman cria a “Kodak”, que tenta democratizar a Fotografia. A máquina é desenhada para aplicação homogénea de gelatinobrometo mecânica. Os fotogramas eram circulares, com 5 cm de diâmetro, e a máquina era carregada com 100 “vistas”.

Em 1888, é comercializada em massa a “Kodak 100 vistas”.

Em 1889, dá-se o Congresso Internacional de Fabricantes e Técnicas da Fotografia, para normalizar intrnacionalmente a luminosidade de objectivas, formatos e espessuras das chapas vítreas e aperfeiçoamento de câmaras. É neste ano que o papel é substituído definitivamente pelo celulóide.

Em 1890, sai no mercado a “Kodak nº2”, com 150 vistas e 9 cm de diâmetro.

Em 1895, sai a “Kodak Pocket”, de 12 exposições, que podia ser carregada e descarregada à luz.

Em 1900, sai a “Kodak nº5”, com uma objectiva de 3 aberturas de diafragma.

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