Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

História da Fotografia I

Da Fotografia como a se sabe actualmente, conhecia-se desde a Antiguidade Clássica a câmara obscura, que foi utilizada até ao século XIX como auxiliar de desenho. No Renascimento, servia para permitir desenho rigoroso.

Também a câmara clara consistia num auxiliar de desenho que recorria à luz para projectar, neste caso, sombras, para um artista pintar a mancha que o perfil do referente gerava.

No século XIX, Joseph Nicéphore-Niepce torna-se o primeiro inventor da Fotografia. Ele e o irmão foram inventores, criando um precursor do motor de explosão, bombas hidráulicas, entre outros.

1813 – Niepce faz litografias dos filhos; Litografia era uma técnica de desenho alemã que fixa a imagem em pedra com ácidos diluídos e permite a sua reprodução.

1820 – Niepce utiliza “betume de judeia” e cloreto de prata, fazendo exercícios com fotossensibilidade.

1826 – data da fotografia fixada mais antiga que resta de Niepce, “Vista da Janela de Gras”.

1827 – Niepce redige um memorando para a Sociedade Real de Londres descrevendo o invento.

 

Daguerre era um homem de espectáculos, exibindo o seu “Diorama”. Neste espectáculo, usava projecções com a câmara escura e grandes cenários rotativos que dispunham elementos em planos diferentes, dando a ilusão de tridimensionalidade.

 

1829 – Niepce e Daguerre formam uma sociedade. Niepce é reconhecido como inventor do novo método de fixação de imagens naturais sem desenho ou pintura, “Heliografia”. Daguerre, por sua vez, compromete-se a aperfeiçoar a câmara escura e desenvolver a Heliografia.

 

Niepce descreve na Acta da Sociedade como operava o processo:

Placas de cobre sensibilizadas com iodeto de prata e betume de judeia dissolvido em óleo de alfazema eram expostas à luz, na câmara escura;

O betume, em laboratório, era solúvel ou insolúvel em óleo conforme a sua exposição à luz, e as placas eram lavadas em água tépida.

 

1833 – Niepce morre

1835 a 37 – Daguerre e o filho de Niepce alteram o acordo da sociedade; Daguerre aperfeiçoa o uso do iodeto de prata com acção de vapor de mercúrio e sal comum.

1838 a 39 – Daguerre faz registos de Paris, contactando François Arago da Academia de Ciências, que toma o seu partido e o consagra inventor do “registo realista”. Com o incêndio do Diorama, Daguerre fica necessitado de dinheiro, e vende a partente dos “processos secretos de pintura e física” ao Estado Francês por uma pensão vitalícia para si e para o filho de Niepce.

 

A diculgaçao do invento enriquece o Estado Francês e propaga o processo pelo mundo. Daguerre vende em série equipamento e consumíveis para equipar fotógrafos, e escreve um livro em que minimiza a participação de Niepce na descoberta. O filho de Niepce riposta escrevendo “História da descoberta erradamente nomeada de Daguerrótipo”, em que repõe a verdade dos factos.

 

No fundo, Daguerre teve um papel relevante na História da Fotografia, como promotor da invenção de Niepce, que de outra forma poderia ter sido esquecida com a sua morte.

 

Daguerre começou a assinar e numerar todas as máquinas que produzia quando começaram a florescer fabricantes de cópias. Em dois anos apenas, as máquinas evoluiram de tal forma que de 50 passaram a pesar 4 Kg, e a exposição necessária passou a ser não de15 minutos, mas já de 20 a 40 segundos, tornando-se também todo o processo economicamente mais acessível.

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