Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Cultura do Barroco

O nome “Barroco”, que quer dizer “imperfeito”, foi atribuído pelos neo-classicistas do século XIX.

O Barroco é um período cultural dos anos 1618 a 1714, caracterizado pelo chamado Antigo Regime, a Monarquia Absoluta/Absolutismo, que muitos reis europeus reclamam, propondo serem apontados como ministros divinos, governando em nome de Deus com total poder, tirado à classe nobre e centralizado na figura chave do rei. Simultaneamente, outras nações europeias tomam regimes Parlamentares, como Inglaterra ou Países Baixos, depois de independentes de Espanha.

Esta é uma época de instabilidade social, generalizada pela pobreza, confrontação religiosa e militar – o maior conflito deste tempo, a Guerra dos 30 anos, é despontado pelo conflito de católicos e protestantes de Hansburgo e Boémia.

A sociedade mantém-se uma de ordens tripartida – Clero, Nobreza como as classes privilegiadas e o 3º Estado, o Povo, as massas trabalhadores que sustentavam a elite, a burguesia artesã, mercantil ou proprietária; a desigualdade e estagnação sociais eram crónicas.

A Economia acusava crises pontuais. Na Europa, os Países Baixos foram os mais abastados. É deste tempo a teoria económica do Mercantilismo, por que o poder do Estado reside nas suas reservas de metal precioso, que são aumentadas com as exportações; o objectivo máximo é a auto-suficiência, a autonomia financeira. Esta teoria foi desenvolvida por Colbert, o ministro do Rei Sol Luís XIV.

A corte do Rei Sol, Luís XIV de França, foi o modelo cultural deste tempo. A corte-estado era um palco de faustosas cerimónias que representavam uma fachada de imponência. E Luís XIV fez este seu palco poucos quilómetros fora da capital Paris, no Château de Versailles. Uma corte de centenas de servos, soldados, cortesãos e artistas habitavam o novo centro de poder, regido por um complexo cerimonial com códigos de etiqueta para as dependências aristocráticas, orientadas para o culto da figura divina do rei. Os rituais rodavam em torno das hierarquizações de estirpe social num ambiente luxuoso de requinte e aparato faustoso; e todo o complexo era sustentado por pensões reais, doações ou demais favores.

A corte opera numa dinâmica teatral, cujo protagonista é o rei. Luís XIV, para o seu espectáculo, torna-se mecenas para artistas e intelectuais, como Molière ou Jean-Baptiste Lully. É na sua corte  que se vai desenvolver a arte da ópera, que combina canto, música e bailado – Claudio Monteverdi cria em 1607 “Orfeu”. Em Paris, Luís XIV tem o Palais Royal e as Academias de Ciência e Belas-Artes. Porém, a sua maior jóia é o Palácio de Versailles, que erigiu como demonstração suma do seu poder régio. Este será modela para os demais palácios europeus, ainda que este não seja por excelência um monumento barroco – a este movimento, pertence a fachada, os jardins e espelhos de água, terraços e decoração interior. O edifício tem inúmeras reminiscências classicistas.

One response

  1. rafaela

    e piqueno que legal

    28 de Março de 2012 às 02:59

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s