Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Diário VI

Compostela, 6 de Setembro de 1951 – A primeira manifestação do catolicismo em Espanha foi logo de arrebenta-bois. A fé apodera-se imediatamente de todos os redutos do espírito, e temos a Estrada de Santiago no céu e o Pórtico da Glória na terra.

Prelúdio específico de Castela, vale bem a pena fazer uma peregrinação a esta negra sacristia de granito. Vêem-se sair daqui, paramentados, os futuros inquisidores da Ibéria

La Coruña, 7 de Setembro de 1951 – “El placer de morir sin pena, vale bien la pena de vivir sin placer..”

Esta legenda, que suponho ser traduzida de S. Francisco de Sales, convém de facto à meditação recolhida dum convento de freiras enclausuradas. Mas o facto de estar pespegada a grandes letras na parede de fora, dá bem a medida do trágico dualismo do espírito espanhol. Sepultadas, as monjas não se esqueceram do mundo. E, enquanto a carne lhes mirra dentro do sepulcro, querem que se conheçam cá fora os trâmites da agonia.

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