Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Vida Urbana e o Palácio

No contexto histórico da Renascença, a vida cultural centra-se nas cidades. Bispos e escolásticos, universidades, negociantes, cambistas, todos se instalam nas urbes, mesmo os nobres senhoriais, que trocam o castelo rural por uma habitação urbana fortificada, o palazzo.

Este é um símbolo das elites que o habitam, e um ponto de encontro para aristocratas, artistas, filósofos… A sua planta é, normalmente, quadrangular, de três ou quatro pisos. É de pedra, aparelhada com reforços maciços no rés-do-chão, por vezes ganhando um aspecto compacto. As fachadas exteriores eram austeras, mas as interiores, viradas para o pátio interior, eram mais delicadas, com loggias, arcadas expostas com estatuária, mármore e cerâmica esmaltada tipicamente romana. Todas as divisões se organizavam viradas para o pátio, e de modo funcional: serviços no rés-do-chão, depois dependências sociais e por fim aposentos privados.

O novo estilo de vida requintado e luxuoso girava em torno de festas, bailes, saraus, banquetes, tertúlias intelectuais, teatro, música, poesia. Bibliotecas, museus privados e tipografias foram criados para satisfazer o acrescido interesse pelo coleccionismo e leitura. Encomendas e patronato promoviam as obras dos artistas, convidados, por vezes, a equipar oficinas pelos mecenas.

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