Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

A Cultura Renascentista

Entende-se por Renascimento o período que se segue à Idade Medieval, marcado pelo reanimar das letras e artes num reencontro com a Antiguidade Clássica. Foi o movimento revolucionário que despontou da Itália para a Europa do Quatrocentos (Quattrocento) à Guerra dos 30 Anos, de 1618.

Este momento marcou-se pela evolução que evidenciou a substituição do pensamento teocêntrico e simbólico medieval por uma mentalidade humanista, racional e crítica que desabrochou no recuperar do espírito clássico na Itália e nos descobrimentos expansionistas na Ibéria.

Entre as múltiplas condicionantes de que resultou o Renascimento, está o novo afluxo ao mundo urbano, o consequente dinamismo socioeconómico, as ligações internacionais e a promoção duma nova ordem social europeia, em que a Igreja partilhava do poder laico da nobreza, e agora da burguesia.

A Europa simultaneamente deu-se a conhecer às novidades geográficas e à cultura clássica. Intercâmbio cultural e comércio mundial aliaram-se num período para a hegemonia europeia sobre o mundo. A par da prosperidade dos novos Impérios, a ciência, a arte e a filosofia floresciam.

Na península itálica, nações independentes, repúblicas oligárquicas (elitistas) e ducados, viviam uma economia privilegiada, suportada em desenvolvimento agro-artesanal e comércio internacional, que fez brotar a nova classe social burguesa. Esta impôs-se como elite, criando um estilo de vida próprio, dirigido ao trabalho, ao luxo e ao intelecto – um paradigma do novo Homem Renascentista. Gerou-se assim a prática de mecenatismo, apoio proteccionista de criadores artísticos, literários, científicos.

Por razões evidentes, a Itália foi onde mais se valorizou a redescoberta clássica, resgatando-se peças e obras desse tempo, imitando-se o espírito cultural de então. Os artistas seguiram de perto os cânones e indicações de greco-romanos, não tardando a ousarem criar novos rigores conceptuais, expressões, temáticas. Os artistas renascentistas impuseram-se como intelectuais, em vez de simples artesãos, pelo seu talento técnico, compreensão e inovação artística. O reconhecimento do autor, do génio criativo individual, carrega novo estatuto social, equiparado ao de elites. Frequentam cortes, provando com governantes, seus patronos.

Todavia, nos Quinhentos (Cinquecento), todo este espírito de renovação ameaça o poder espiritual da Igreja Católica. E, estes assaltos ao seu domínio culminam nas críticas de Erasmus, Martin Luther, Jean Cauvin, entre outros, num movimento de Reforma Protestante. A Igreja Católica, face à perda de influência política e espiritual, reforma própria os seus organismos e toma acções repressivas sobre os dissidentes.

5 responses

  1. intereçante.

    8 de Junho de 2011 às 16:37

  2. Yasminn

    ooo , eu quueria saber as musicas que elees dançaaaavam , pra miinha apresentaçãao .

    MAS FOI LEGAAL.

    29 de Maio de 2012 às 11:43

  3. andressa

    muito legalllllll amei

    10 de Outubro de 2013 às 23:18

  4. melissa

    boom poderia ter sido maior

    23 de Maio de 2015 às 14:27

    • melissa

      gostei

      23 de Maio de 2015 às 14:27

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