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Kant – Problema do Conhecimento

Kant diz que é Hume que o faz despertar do seu sono dogmático. Diz isto enquanto racionalista que era, acreditando antes que a razão tudo podia conhecer, encurralando-se nesse dogmatismo. Hume fá-lo aperceber-se do papel da experiência sensível na construção do conhecimento. Kant, dividido entre ambas as escolas, propõe um novo olhar sobre o problema do Conhecimento.

Copérnico estabeleceu uma revolução cosmológica com o seu modelo heliocêntrico, e à sua imagem Kant revoluciona a Gnosiologia – nessa analogia, chama-se ao trabalho seu trabalho filosófico a “Revolução Copernicana de Kant“.

Até então, o sujeito sondava o objecto em órbita em seu redor. Contudo, Kant sugere que o sujeito é impassível, com as suas estruturas prévias, e o objecto circunda-as; o objecto não é objecto de conhecimento. O conhecimento provém de duas fontes: a capacidade de receber as representações, receptividade de impressões; a capacidade de conhecer o objecto mediante estas representações – ou seja, a Sensibilidade e o Entendimento.

Objecto – primeiramente é um todo incognoscível; o seu conhecimento dá-se em duas sínteses:

Matéria das Impressões (do objecto, exterior, posterior à experiência) e Formas da Sensibilidade(do sujeito, inteligibilidade sensível, intuições puras/condições transcendentais – Espaço e Tempo) – resultam num Fenómeno (intuições empíricas);

Fenómenos e Formas do Entendimento (do sujeito, a priori, 12 conceitos puros/categorias, que são funções lógicas do juízo aristotélico) – resultam em Matéria Fenoménica (empírica), que com as Formas do Entendimento formam Juízos do Conhecimento.

O Conhecimento, em Kant, está nas faculdades da Sensibilidade (faculdade por que são dados os objectos) e do Entendimento (faculdade por que são pensados os objectos espontaneamente no pensamento). E, para Kant, não nos conhecemos a nós próprios, podendo sermos sujeitos metafísicos, já que não há uma totalidade sensível para converter em fenómeno certo e depois em juízo de conhecimento.

Kant é céptico quanto ao conhecimento puramente racional, concorda com o empirismo, pois o conhecimento parte de impressões, e concorda com o racionalismo, pois compete ao entendimento dar lógica às impressões sensíveis.

Em Kant, há limites na possibilidade do conhecimento – o que a Razão (faculdade de raciocinar, com função teórica sobre ideias que não são objectos de conhecimento, objectos da metafísica) pensa não é conhecimento.

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