Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Sistema de Estúdios Americano

Com o começo do financiamento dos filmes, o Cinema deixou de ser uma mera curiosidade tecnológica para se tornar num empreendimento lucrativo. Lentamente, surgiram companhias cinematográficas, os grandes estúdios, que passaram a dominar a nova indústria do Cinema. Pelos anos 20 do século XX, estes concentram-se por Hollywood, controlando de lá a produção e distribuição de cinema americano quase na sua totalidade.

Neste panorama, ergueram-se cinco principais estúdios, e cada um valia com o seu estilo próprio, com as suas próprias estrelas.

A Paramount, mais antigo dos “majors“, centrou-se mais em superproduções e westerns. A Warner Bros criou e sustentou o filme social, com a notoriedade alcançada com a exclusividade do cinema falado. A Metro Goldwyn Mayer teve desde o início uma política voltada para o “star system”, para o estrelado de actores, que renderam muito tempo, em superproduções, ficção científica, filmes históricos, melodramas e comédias musicais. A RKO, que desapareceu nos 50, focou-se nos filmes históricos e de terror. A 20th Century Fox, a última a surgir, marcou o panorama com grandes clássicos dos vários géneros.

Dos “minors“, a Universal é a mais antiga, e investiu nos filões deixados pelos “majors“, os filmes fantásticos e o cinema catástrofe. A United Artists foi criada por actores com o propósito de fazer vingar uma nova forma de relação entre produtores e actores, que não resultou; dedicou-se aos filmes do co-fundador Griffith e depois aos filmes históricos e anti-racistas. Por último, a Colombia Pictures concentrou-se no cinema espectáculo.

No ambiente do luxo de Hollywood, criou-se um mito, uma imagem irreal de estrelas e glamour. Muitos criadores europeus migraram por isso mesmo para lá, esperando conseguir os meios que a Europa do Pós-Guerra não tinha. A concentração da técnica, indústria, criatividade e finanças resultaram na supremacia do cinema americano, domínio ainda não contestado.

Este poderio empresarial no entanto condicionava o conteúdo criativo e a responsabilidade dos criadores: as funções de cada elemento eram mecanicamente dirigidas, tomando-se quaisquer decisões em função da apreciação mais rentável. Os estúdios também eram donos das salas de exibição dos filmes. Toda a indústria estava condicionada pelo lucro, até que a perda deste poderio, devida a uma crise no meio e a proibição do controlo das salas, resultou nas condições para as várias especialidades ganharem estatuto e vontades próprias.

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