Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

A Semelhança e a Similaridade

O conceito “Mimesis” prende-se a “imitação”, uma representação semelhante de uma imagem original.

Na concepção filosófica de Platão, o mundo estava dividido em duas dimensões, a Inteligível, das Verdades, e a Sensível, dos ecos físicos das Verdades. Para Platão, portanto, as imitações eram pejorativas, falaciosas, enganadoras, pois afastavam-se das Ideias Inatas Verdadeiras.

"La trahison des images", de René Magritte

Contudo, já para Aristóteles, a própria natureza humana era imitar o que a rodeia – “imitar é o congénito do Homem”, que tende naturalmente para a Mimesis. Na sua concepção das Artes Poéticas, Aristóteles toma-as como grandes modalidades de imitação, a epopeia como modo de imitação da narrativa dos acontecimentos, e a tragédia e a comédia como modos de imitação das personagens. Aristóteles vê as Artes como imitativas, miméticas da realidade, da acção.

Em 1926, o pintor belga René Magritte pintou um quadro com um cachimbo, em que colocou a inscrição “isto não é um cachimbo”. Efectivamente, não o é, mas sim uma representação doo cachimbo.

Pois, sobre as representações, entendam-se a diferença entre as “semelhantes” e as “similares”: semelhante é a qualidade de uma cópia dum original, um falso modelo; similar é a qualidade de uma cópia idêntica a outra cópia.

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