Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Imagem e Morte

Porque se fazem e fizeram imagens? Qual a razão da importância que a imagem tem? Segundo Dietmar Kamper, deve-se ao medo da Morte.

Nas imagens, criam-se registos permanentes, eternos, imutáveis, em que não actuam o envelhecimento, a deterioração, o desaparecimento último – as imagens passam por imortalizar o que representam. A imagem torna o que representa omnipresente, inspirando até temor, e isto foi usado recorrentemente ao longo da história. Trata-se de uma natureza paradoxal, a da imagem – ela é a presença de uma ausência. no fundo, ou a ausência de uma presença.

A comunicação por imagens tem efeitos tão benignos quanto perversos, na medida em que a par das possibilidades da imagens estão as variações como a “Treppe der Abstraktion“, enunciada por Vilém Flusser, a “Escada de Abstracção” consiste numa descrição do processo evolutivo das formas de comunicação humanas – partimos de uma realidade tridimensional, de corpos e gestos, mas quando o Homem deixa sinais e registos bidimensionais, perde-se uma dimensão na comunicação; esses registos, estilizados e simplificados, tornam-se escrita, e atingem a realidade unidimensional; e, por fim, com a introdução de objectos de comunicação ainda mais abstracta, entidades vazias, algoritmos, conteúdos voláteis, virtuais, a comunicação torna-se nulodimensional.

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