Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Diário VI

Madrid, 21 de Abril de 1951 – Quando se atravessa a Espanha de cabo a cabo, o que nela mais impressiona é verificar que os seus monumentos não participam do ambiente. São como tumores monstruosos num corpo que os repele. Na Itália, a gente tem a impressão de que as obras de artes prolongam a natureza e a completam. Aqui parecem-nos contra.

É isso, contudo, um dos aspectos convincentes do génio espanhol. O querer, nesta terra, tem qualquer coisa de permanentemente heróico, de arco em contínua tensão. A própria beleza não é uma secreção do meio; é uma imposição ao meio.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s