Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Diário VI

Gibraltar, 19 de Abril de 1951 – Este inglês, com a mania de coleccionar ilhas, quando agarra um calhau no meio do mar, é uma maravilha. Semeia-o de canhões, rodeia-o duma sebe de navios, e o fragão começa a florir numa primavera de libras e de misses tão loiras, que a gente nem sabe se há-de protestar, se agradecer.

Cilício imperial no corpo imperial de Espanha, Gibraltar é talvez uma pedra intencional no jogo maquiavélico do destino. Penitência e prevenção de injustiças passadas e futuras. Pois que melhor testemunho da arbitrária moral da História do que uma feitoria cravada pela Europa na sua própria cernelha?

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