Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Diário VI

Coimbra, 21 de Fevereiro de 1951

A UM SECRETO LEITOR

No silêncio da noite é que eu te falo

Como através dum ralo

De confissão.

Auscultadores impessoais e atentos,

Os teus ouvidos são

Ermos abertos para os meus tormentos.

Sem saber o teu nome e sem te ver

– juiz que ninguém pode corromper –

Murmuro-te os meus versos, os pecados,

Penitente e seguro

De que serás um búzio do futuro,

Se os poemas me forem perdoados.

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