Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

“O Profeta”, de Khalil Gibran

Khalil Gibran

Khalil Gibran viveu entre 1883 e 1931. Foi um Americano Libanês escritor, lírico, artista. Foi um dos grandes inspiradores da contracultura gerada a partir dos anos 60. Inspirou várias obras artísticas e memoriais suas, e dos seus trabalhos, o mais popular e a que se atribui maior valor é “O Profeta”.

Essa obra revolve-se em torno da despedida. Um mestre, Almustafá, chegou a uma cidade, Orphalese, para esperar o seu barco. Levou doze anos para que aparecesse. Todavia, quando se preparava para partir, rebentos de saudade germinaram numa massiva multidão que lhe pedia que lhe desse uma última lição. Então, à vez, são perguntados os veredictos de Almustafá sobre certos assuntos: um hospedeiro pede que fale da comida e da bebida, um tecelão que fale das vestes, um jurista das leis, e alguém entre tantos da liberdade, ou da razão e a paixão, ou da própria despedida. É Almitra quem faz esta última pergunta e ela fica sob a margem vendo o barco partir.

O Tempo

Um astrónomo disse: Mestre, que pensas do Tempo?

Gostaríeis de medir o tempo, o infinito e o incomensurável. Gostaríeis de ajustar a vossa acção e até orientar o curso do vosso espírito de acordo com as horas e com as estações. Gostaríeis de fazer do tempo um rio em cujas margens pudésseis sentar-vos a contemplar o seu curso.

No entanto, o infinito que há em vós tem consciência da eternidade da vida; e sabe que o presente é só memória do dia de ontem e que o amanhã é sonho do presente. E que aquilo que em vós canta e em vós contempla mora ainda nos limites daquele primeiro momento que semeou as estrelas no espaço. Quem de vós não sente que o seu poder de amar é ilimitado? Quem não sente que esse autêntico e verdadeiro amor, embora sem limites, e fechado no centro do seu ser, não se desloca de um sentimento de amor a outro sentimento de amor? E não é o tempo, como o amor, indivisível e imóvel?

Se no vosso pensamento tiverdes de medir o tempo em estações deixai que cada estação abrace todas as outras. E deixai que o dia de hoje abrace com saudade o passado, e o futuro com ansiosa esperança.”

One response

  1. katia

    Estou estudando a biografia de Gibran, gostei dos comentários acima e gostaria de receber dados, fotos de infância, de família e de pessoas que se relacionaram com ele, e mais comentários sobre sua vida e sua obra.
    Obrigada

    27 de Agosto de 2010 às 19:01

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s