Escriba de Broalhos cronicando cenas no belogue sobre cultura audiovisual e artística

Princípios da Pintura Renascentista

"O Tributo Monetário", Masaccio

Depois da queda do Império Romano Ocidental, a Europa vive tempos conturbados e tumultuosos, em que a Arte é dominada pela Igreja, única instituição a dispor-se ao patronato de artistas, muitos mesmo religiosos.

A pintura regride dos seus avanços na áurea Era Clássica, limitando-se a representações bidimensionais e estilizadas, não havendo grande preocupação com o realismo da figura, mas o seu simbolismo – objectos a que é associada, o seu tamanho na composição.

Pintura Renascentista está compreendida entre a Medieval e a Barroca. Foi Giotto quem lançou as fundações da pintura moderna. A orientação aristotélica de S. Tomás de Aquino reabriria a arte ao estudo da natureza, e graças a isto, Giotto foi capaz de produzir novas obras com reformas aproximando-se do naturalismo em novas leituras biblícas, criando uma nova ordem narrativa. Na sua técnica, Giotto produz claros-escuros atenuados e acentuados em diferentes condições luminosas, uma nova tecnicidade.

O patronato de famílias aristocratas impele a produção artística no início do renascimento.  É pintura preponderantemente humanista e classicista, no espírito do Renascimento.

"Santa Ana, a Virgem e o Menino", Masaccio

A Pintura Renascentista é cedo marcada pela idealização da figura humana sob os traços clássicos e pela grande inovação que é a perspectiva linear revoluciona a representação visual, que dá os primeiros passos com o arquitecto Brunelleschi e é largamente impulsionada pelos trabalhos do arquitecto Leon Battista Alberti e do pintor Masaccio – duas grandes inovações: a proporção anatómica, em “Santa Ana, a Virgem e o Menino“; e a distribuição do espaço em perspectiva numa ligação harmónica entre as figuras e o meio, em “O Tributo Monetário“, na capela Santa Maria del Carmine, em Florença.

Os temas renascentistas são essencialmente religiosos, até começar com Jack van Eyck um impulso de pintura profana, como retratos aristocráticos e/ou políticos. A estética revoluciona-se na busca de harmonia e realismo nas proporções. Técnicas de desenho como o escorço, o esfumado e o claro-escuro; e de pintura a óleo como a têmpera e o fresco reinventam-se.

O movimento renascentista dos Países Baixos e o de Itália desenvolveram-se quase simultaneamente, com a diferença de no Norte a influência clássica ser muito menor e as novidades renascentistas restringirem-se à pintura, continuando, por exemplo, a ser o gótico o estilo arquitectónico dominante. Os contactos entre a Arte da Flandres e a italiana dão-se a par da intensa actividade económica entre as regiões, e ambas as manifestações se aproximam, no uso da perspectiva linear e do claro-escuro volumétrico.

Jack van Eyck é contemporâneo de Masaccio.

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